segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O que os candidatos NÃO vão fazer

Hoje, levantei pelas oito e pouco da manhã. É mais ou menos a minha rotina (sou 50% militante do “ócio criativo” do Domênico de Masi) e não vou mudar por causa do Horário Eleitoral Gratuito. Não sei se é por idade, coisa e tal, mas eu sou a favor desse horário, por mais chato que alguns programas sejam. Por mais mal feitos que sejam. A campanha já está nas ruas. Tem uma candidata a vereadora de Gramado que rimou seu nome “Iara da lanchonete” com o número, terminado em”sete” num jingle em ritmo gauchesco.
A criatividade varia nessa época. As placas coloridas dos candidatos também. Falo de política, porque gosto dela, porque acho importante e porque não acho que esse material emporcalhe a cidade, como já vi manifestações. Algumas acho feias, mas é o meu gosto. Quem fez acha bonitas. Isso também vale para roupas, carros, casas. Então, sem problemas. Em resumo: é bom que existam placas eleitorais nas ruas.
E vou acompanhar, não todos os dias, não toda hora, mas com boa assiduidade (menos quando houver coincidência com  jogo do Grêmio), os programas de TV. O leitor Alexandre Oliveira comentou no meu post anterior que as campanhas de Porto Alegre mais parecerão campanhas para síndicos. Sou um pouco mais otimista.
Vou acompanhar com uma curiosidade especial: o que os candidatos a prefeitos não vão fazer. Pois todos eles, certamente, vão aumentar investimentos na educação, na saúde, na segurança, no transporte, pavimentação viária, saneamento básico, meio ambiente e recuperação da orla do Guaíba. Todos vão continuar os bons projetos e corrigir o que está errado. A maioria terá boa relação com os governos federais e estaduais. Dois ou três estarão contra, mas isso não deve evitar acordos e obras  para o bem da população.
Alguém vai propor que Porto Alegre deixe de ser sede da Copa do Mundo 2014?
Alguém vai combater o metrô dizendo ser uma obra que durante um ano e meio vai empoeirar a cidade, aumentar o engarrafamento e prejudicar o comércio da região?
Alguém vai dizer “tanta promessa é demagogia, é irrealizável. No meu governo vou concentrar esforços em dois temas: tal e tal, que são os mais necessários para a cidade e possíveis de executar”?
Nessa de não vou fazer não vale o óbvio: não roubar, não fazer gastos excessivos, não corromper ou deixar-se corromper, etc.
Aliás, uma coisa, pelo que vi até agora, já sei que não vão fazer: ninguém está focando em trazer inovações para a cidade. É uma pena.

FONTE: AdOnline

Estrategistas ou operadores?

As mídias sociais estão mudando muito as relações, sejam as pessoais ou as profissionais. Pegue como exemplo as pesquisas na internet. Se antes o Google era o mais acessado, hoje o Facebook já ultrapassou os cliques, afinal quando se quer descobrir algo de uma pessoa o primeiro passo é checar se ela tem um perfil na rede. E a partir dali a pesquisa pode tomar rumos inesperados, pois como o nome diz, a rede revela relacionamentos, gostos, escolhas e ações.
Nessa exposição exagerada, abrem-se espaços para oportunistas mas também para oportunidades, basta saber usar os instrumentos. Numa discussão de um grupo chamado Jornalistas, do qual faço parte, era justamente esse o tema. A comunicação mudou muito, está mais dinâmica, ágil e acessível para que qualquer um possa emitir opiniões e divulgar informações, mas apesar das mudanças de ferramentas, o jornalismo mantém seus princípios éticos, de disponibilizar informações fidedignas, transparentes e com versões de todos os lados possíveis do fato.
Até mesmo o Google oferece hoje ferramentas para que os internautas possam “checar” veracidade de dados ou reconhecer fontes para atestar credibilidade. Isso pode ser resultado de uma média de internautas que possuem bom senso para não acreditar em qualquer corrente e evitar retransmitir o que não lhe parece real.
Ao debater a importância do jornalismo, o grupo aborda o papel das assessorias de imprensa e os mais exaltados chegam a decretar a morte dos assessores, já que as empresas se comunicam diretamente, sem intermediários ou “tradutores”, como nos nominam alguns.
Por isso quis abordar o assunto e reiterar que a assessoria de imprensa não está sintetizada nesse papel de intermediação. Há muito tempo já tenho falado isso. Somos estrategistas da comunicação, podendo até exercer em conjunto o papel de operadores, afinal na prática precisamos também colher depoimentos, escrever reportagens, editar matérias e selecionar imagens. No entanto, nosso trabalho abrange continuamente definir planos de comunicação, sugerir o uso dos meios, ampliar espaços de interação da empresa com seus públicos e também realizar o relacionamento com a imprensa.
A estratégia pode estar na comunicação institucional ou na comunicação externa e nós, jornalistas com experiência em redação e também em assessoria, temos a visão ampla das demandas das empresas e instituições. As ferramentas podem continuar mudando e devemos continuar nos aperfeiçoando, mas os valores da boa informação são perenes.
Até a próxima!

FONTE: AcontecendoAqui