terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cinco resoluções de Ano-Novo para os futuros empreendedores

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Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios
As festas passaram, a ressaca, também, e é mais que hora de colocar 2012 em prática. E, no começo do ano, muitas pessoas querem concretizar a resolução de começar um negócio novo. Mas por onde começar? Tony Navarro, fundador e CEO da Streamcal, que faz calendários inovadores para a web, dá algumas lições para os aspirantes a empreendedor. As dicas foram publicadas no site do Young Entrepreneur Council, organização sem fins lucrativos que reúne jovens e promissores empreendedores. Confira:

1. Faça uma lista de ideias. Quando Navarro conta para as pessoas que é um empreendedor, muitas respondem: “Eu também seria, se tivesse A ideia”. A verdade é que não é necessário ter um conceito revolucionário para começar um negócio. Se você quer mesmo ser empreendedor, você será conduzido pela oportunidade. Empreendedores procuram as ineficiências, os problemas e necessidades não resolvidos. Se você é mãe, terá insights sobre os cuidados com crianças. Se é um estudante, saberá economizar dinheiro. Mantenha um diário dos problemas, questione o status quo e escreva as ideias conforme elas vierem.
2. Pare de ficar pensando. Um grande passo para o empreendedor é aprender a dar o primeiro salto e colocar ideias em prática. No início, as dúvidas terão peso maior do que os fatos, os dados e as respostas. Vai funcionar? Por que ninguém fez isso ainda? O mercado é grande o suficiente? Todas são questões razoáveis e o ajudarão nos próximos passos. Mas elas não devem ser justificativa para a estagnação. Se você ficar preso nas ervas daninhas, não dará o salto.
3. Comece a fazer. Como se passa de um desenho em um guardanapo de papel para um produto? O único jeito é fazê-lo. Você pode mitigar riscos conforme obtém dados sobre a ideia. O feedback inicial é gratuito: fale sobre o produto com clientes e fornecedores. E não precisa ser um item finalizado – faça um protótipo ou uma simulação. Não se preocupe demais com a possibilidade de alguém roubar a sua ideia. Ao compartilhar o conceito, é mais provável que você encontre investidores.
4. Não seja impulsivo. Só comece a desenvolver o produto quando estiver confortável com os fatos que você coletou sobre a ideia. Muitas pessoas começam a gastar dinheiro antes de validar o conceito. Mas lembre-se de que quanto mais você aprende, mais você progride. Se for contratar alguém para fabricar seu produto, faça uma investigação sobre o fornecedor. Tenha certeza de que ele é confiável e capaz.
5. Tenha paciência e coragem. Novos negócios encontram um número enorme de desafios, mas você é o maior obstáculo. Criar um negócio leva tempo, o que significa que você terá de se programar para uma longa jornada e se cercar de pessoas que possam apoiá-lo. Os empreendedores de maior sucesso aprenderam que uma casa é feita tijolo por tijolo, sobre uma fundação sólida. Ouvimos muitas histórias de sucesso repentino, mas há muito suor e lágrimas atrás da cortina.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mais de 70% das redações já chamaram a atenção de jornalistas pelo uso das redes sociais


O uso das redes sociais é uma realidade nas redações brasileiras. Mas a maioria dos jornalistas não sabe dividir a opinião da profissão e o tempo entre o trabalho e a navegação. Esse é o quadro das redações dos veículos brasileiros, conforme o levantamento da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), divulgado no Seminário Comunicação Digital, promovido pela ANJ e pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), nesta quarta-feira (26) em São Paulo.

A falta de cautela é um cenário recorrente nos veículos, afirma a gerente de pesquisas do Grupo RBS, Elaine Lesch. “O estudo da ANJ mostra que 90% das empresas têm perfis nas redes sociais, 70% já tiveram que chamar a atenção dos jornalistas pelo seu uso e 40% delas já tiveram problemas com o que é postado lá, seja por elas (a conhecida “trollagem”) ou por seus funcionários”, explica.

Postura
Outra questão abordada nos painéis é a forma como os jornalistas se portam nas redes sociais. Para a editora de mídias sociais da RBS, Bárbara Neckel, falta um pouco de bom senso aos profissionais de comunicação. “E o jornalista diz: ‘Mas é meu perfil pessoal!’. "Não tem como separar, comunicação é o nosso negócio, não podemos ser ingênuos nos espaços virtuais e nem deixar de ser gente, que tem uma vida lá fora”, completa Bárbara.

O jornalista especializado em comunicação digital, Marco Chiaretti, endossa que a falta de critérios é fatal. "O jornalista profissional não deve fofocar nas redes sociais o que fala na mesa do bar. O problema é que podemos ficar com medo, ainda mais os jovens, de contar histórias por causa da repercussão nas redes.”

Marco Chiaretti, Sandra Gonçalves, Mary Persia e Bárbara Nickel discutem postura dos comunicadores nas redes sociais (Foto: Silvana Chaves)

Aprendizado
A editora de mídias sociais da Folha.com, Mary Persia, tem esperança nas boas práticas no uso das redes pelos jornalistas do grupo em que trabalha, mesmo quando, inevitavelmente, há um deslize.”A gente aprende fazendo, não tem jeito. Mas quando erramos, é interessante para o leitor da Folha noticiarmos quando uma gafe da casa acontece."

Para o jornalista e doutor em Ciências da Comunicação, Caio Tulio Costa, a liberdade de expressão deve existir e o bom senso do jornalista, também. “Sou contra leis que impeçam a liberdade de expressão. E acho que todos devem ser responsabilizados por tudo o que escrevem. O jornal tem o direito de ter suas regras, mas não de dizer o que o jornalista pode ou não fazer”, diz.

Ricardo Feltrin, Caio Tulio Costa, Ascânio Seleme e Elaine Lesch no painel a respeito de ética jornalística na web (Foto: Silvana Chaves)


Também estiveram presentes Sandra Gonçalves, diretora de redação da Gazeta do Povo; Ricardo Feltrin, secretário de redação de novas mídias do Grupo Folha; Ascânio Seleme, diretor de Redação de O Globo; Eugênio Bucci, Colunista, diretor do curso de pós-graduação em jornalismo da ESPM e professor da USP; Pedro Doria, Editor Executivo do jornal O Globo; Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo de O Estado de S.Paulo; Helder Luciano de Oliveira, diretor do comitê de RH da ANJ e diretor de RH da Gazeta (ES); Alexandre Jobim, advogado da ANJ e integrante do Comitê Jurídico da ANJ e por fim, Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de jornalismo da Organização Jaime Câmara (OJC).

Fonte: Portal Comunique-se