terça-feira, 31 de maio de 2011

Quando o escritório é sinônimo de lazer

 

Os sócios Ricardo Santos e Rodrigo Raso, da agência Milk, alcançaram o que muita gente quer e poucos conseguem: trabalhar por esporte
         
Bicicletas estacionadas pelos corredores e os diretores trabalhando de bermuda, camisa polo e tênis. Quem entra no escritório da agência de comunicação Milk, localizada no bairro paulistano de Pinheiros, encontra uma esteira instalada perto de uma janela com vista e um banheiro equipado com chuveiro, “para quem chega direto do treino”. Ali os funcionários correm no sentido literal da palavra: praticam corrida. O exemplo vem dos sócios-proprietários: o ex-fumante Ricardo Santos, 37 anos, corredor amador desde 2005, e o triatleta Rodrigo Raso, 34 anos, que treina modalidades variadas até 12 vezes por semana. A disposição para o esporte fez a dupla de publicitários mudar o rumo da agência em 2008, quando perdeu dois sócios e precisava se reinventar. Uma ação criativa em uma prova de corrida para a Sony Ericsson valeu mais do que as dezenas de medalhas penduradas nas paredes do escritório: garantiu a virada da Milk no cenário da comunicação e marcou a largada para vitórias nos negócios. Tanto que, em 2010, a revista Meio & Mensagem listou a agência entre as 18 empresas brasileiras mais importantes de comunicação no esporte. Detalhe: era a única especializada em running. Entre seus clientes figuram TAM, Duracell, British Airways, Philips, Nestlé, revista Runner’s World, Sony Ericsson e Johnson & Johnson. A intimidade e o comprometimento com o meio corrida atraiu a conta mais festejada da agência, a marca de tênis e acessórios esportivos Nike. A viagem para a meia maratona de Londres, em outubro passado, rendeu aos sócios um novo negócio: a distribuição da marca inglesa de bicicletas dobráveis Brompton no Brasil, oficializada desde fevereiro. “Há alguns meses venho trabalhar de bike. As conversas com a marca surgiram depois que fui a uma loja londrina escolher um modelo dobrável para mim. Por isso, digo que vida pessoal e profissional são indissociáveis”, afirma o convicto Santos.

SAÚDE NOS NEGÓCIOS Ricardo Santos: “Atualmente, a Milk faz a conexão com gente saudável. Toda marca, produto, ou serviço que quer se conectar com esse público tende a buscar nossas ideias. Os clientes percebem a legitimidade do nosso discurso porque corremos. Sabemos exatamente o que querem os atletas amadores, qual a linguagem e a motivação do esporte. Por isso Nike, Nestlé e Johnson & Johnson vieram nos procurar. O universo de running é enorme. Em uma prova de corrida dá para atingir 20 mil pessoas que buscam qualidade de vida.”
EQUIPE MOTIVADA Rodrigo Raso: “Custeamos o treinamento de corrida para todos na agência e eles precisam usar tênis Nike, claro. Não vemos bem quem chega tarde por conta de balada, mas quem chega tarde porque treina, tudo bem. Funcionário que não pratica esporte, não se encaixa, acaba indo embora. A descontração é a tônica no escritório, mas o trabalho é sério. Existe flexibilidade no horário, mas todos entregam suas tarefas no prazo e são comprometidos. Acho isso um dos méritos do esporte, a prática ensina disciplina e responsabilidade.”
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios - por Maggi Krause   

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Empresários investem para lucrar com a Copa do Mundo

Levantamento do Sebrae indicou oportunidades de negócios.
Oito milhões de estrangeiros devem visitar o Brasil em 2014.
Pequenos negócios de todo o Brasil devem lucrar com a Copa do Mundo em 2014. Um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas a pedido do Sebrae mostra que as oportunidades se espalham por vários setores. São 448 possibilidades para faturar, em quatro setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo e produtos associados ao turismo.

O Sebrae vai investir quase R$ 80 milhões em cursos e consultorias para empresas que atuam nessas áreas.
“Agora a gente vai fazer uma lição de casa em cada um dos 12 estados diretamente envolvidos com a Copa. Vamos realizar um conjunto grande de seminários empresariais, rodadas de negócios, de convênio com entidades privadas, dos grandes pequenos e médios. Isso é uma coisa importante também”, diz Luiz Barretto, presidente do Sebrae.
O trabalho vai melhorar a infraestrutura e a qualidade da prestação de serviços para o público do evento. As 12 cidades sede da Copa são Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.
Oito milhões de estrangeiros devem visitar o Brasil em 2014; 600 mil apenas no mês da Copa. O Ministério do Turismo estima ainda que 3 milhões de brasileiros vão viajar para assistir aos jogos do mundial. Quem estiver pronto para atender esse público, vai lucrar.
O mapa de oportunidades do Sebrae mostra que os visitantes não economizam na hora de experimentar a comida local. Uma ótima chance de lucro para os restaurantes regionais.
“O turista que vier ao Brasil não quer só um bom hotel e uma boa praia. Ele quer conhecer nossa música, quer conhecer as comidas típicas da região, quer visitar, usufruir e vivenciar experiências novas, que vão significar um ganho de imagem para o Brasil”, diz Barretto, do Sebrae.
No Rio de Janeiro, o Sebrae tem um projeto piloto para a Copa do Mundo com 37 restaurantes. As empresas recebem cursos de gestão e consultorias voltadas para o turismo.
O alemão Benhard Lotz já veio tantas vezes ao Brasil que até aprendeu a falar português. “Eu acho a comida, em geral, muito boa. Aqui, por exemplo, neste restaurante. E em outros lugares que eu conheci, como a comida mais ou menos indígena do Belém do Pará”, diz ele, que frequenta um restaurante em Copacabana;
Leonardo Mattos é um dos sócios da empresa, que existe há 23 anos e tem duas filiais. Em cada unidade trabalham 40 pessoas. E para agradar gente de toda a parte do mundo, o buffet é bem variado.
“Qualquer um que queira entrar aqui, tem que haver uma opção para ele comer. Desde o natureba - até o que quer comer um bacon, um churrasco”, diz Mattos.
O problema é explicar os pratos, bebidas e preços aos turistas. “O cartaz em inglês anuncia o buffet. Mas não é o suficiente. A comunicação em outras línguas precisa melhorar para a Copa do Mundo. Os restaurantes vão ter cardápios em inglês e espanhol”, garante.
As mudanças na gestão e no atendimento, a capacitação de empreendedores e funcionários são melhorias que permanecem nas empresas mesmo depois que a Copa do Mundo acabar.
“Isso que é fundamental. Não só que a gente faça com que elas ganhem receita, tenham oportunidades de geração de emprego e renda, mas que elas possam se tornar mais capacitadas, não só até 2014, mas que elas possam ter uma sobrevivência de décadas, de maneira mais competitiva, mais inovadora e mais sustentável”, aponta Barretto.
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios (TV