terça-feira, 3 de julho de 2012

IPEA: padrão de consumo segue desigual no Brasil

Em painel do 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa, diretor adjunto de políticas regionais do instituto afirmou que expansão da rede urbana deve ser menos concentrada para refletir no aumento do mercado consumidor

Durante palestra realizada no 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa, cujo encerramento acontece nesta quarta-feira 27, em São Paulo, o diretor adjunto da diretoria de estudos e políticas regionais, urbanas e ambientais do IPEA, Miguel Matteo, afirmou que o grande desafio dos pesquisadores do consumo no Brasil é descobrir se a expansão da rede urbana do País tem se dado de forma a ampliar proporcionalmente o mercado consumidor.

“É preciso avaliar se essa expansão, que chega à lugares do interior do País triplicando as populações de cidades em uma década, está se dando de forma menos concentrada, menos desigual, do que as expansões verificadas em décadas passadas”, afirmou Matteo, durante o painel Tendências da Evolução da Geografia do Consumo no Brasil, realizado na terça-feira 26, e que contou também com a participação do tecnologista em informação geográfica e estatística do IBGE, Jefferson Mariano.


Para Matteo, conhecer as características da expansão da rede urbana é essencial para a determinação de políticas públicas ativas que resultem na diminuição das lacunas existentes no padrão de consumo das diferentes regiões e classes sociais do País. “Norte e Nordeste ainda têm um padrão muito distante da média brasileiras e ainda mais distante da média das outras regiões”, comparou.


O 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa é uma realização da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep).

FONTE: Meio e Mensagem

Nos EUA, anunciantes aumentam investimentos

Crescimento de 4,8% nos aportes em propaganda foi impulsionado por disciplinas que se conectam diretamente com os consumidores

Canais que falam mais diretamente com o consumidor, como buscas, vídeos online e mídias sociais, puxaram crescimento do investimento dos 100 Maiores Anunciantes em propaganda em 2011
Canais que falam mais diretamente com o consumidor, como buscas, vídeos online e mídias sociais, puxaram crescimento do investimento dos 100 Maiores Anunciantes em propaganda em 2011 Crédito: SXC

Os 100 Maiores Anunciantes dos EUA aumentaram seus investimentos em publicidade em 4,8% em 2011. Mas você não saberia que o investimento está em ascensão se olhasse somente a mídia mensurada no último ano. Nesta, os gastos dos 100 Maiores Anunciantes, na verdade, derraparam 0,2%. O ganho de dois dígitos em internet e uma pequena elevação em TV não maquiaram as perdas em jornais, revistas e rádio.

Então, para onde está indo o dinheiro? Em disciplinas não mensuradas – um vasto conjunto que inclui ações digitais (busca, videos online e algumas formas de mídia social), promoção e marketing direto. O apelo é claro: os anunciantes estão colocando dinheiro em disciplinas que os conectem diretamente com o seu público-alvo.


Os anunciantes estão redefinindo o formato do bolo publicitário. Os investimentos não mensurados dos 100 anunciantes líderes saltaram 11,8% em 2011, enquanto a mídia mensurada diminuiu 0,2%, resultando no crescimento geral de 4,8%. Esse crescimento mais lento mostra como os principais comerciantes têm mantido controle sobre os gastos com publicidade nesta recuperação econômica arrastada.


O cabo de guerra entre disciplinas mensuradas e não-mensuradas não é novidade. Desde que o relatório dos 100 Maiores Anunciantes foi lançado, em 1956, o Ad Age usa o termo “não-mensurado” para quantificar gastos em publicidade e promoção diferentes de tipos como TV, impresso e (em décadas recentes) internet – que são medidos por empresas que fazem esse monitoramento.


A mudança em 2011 foi generalizada: os 100 Maiores Anunciantes em todas, exceto duas categorias, reduziram a porção de investimento que foi para a mídia tradicional, de acordo com análise do Ad Age Data Center (as duas exceções foram serviços financeiros e restaurantes, em que a mídia tradicional teve uma fatia maior do bolo).


Um caso em questão: a Kohl’s, varejista de lojas de departamento, divulgou que o investimento em publicidade aumentou 10,4% para US$ 1,1 bilhão em 2011. Os gastos em mídia tradicional da Kohl’s, no entanto, declinaram 2,5% para US$ 331,3 milhões de acordo com a Kantar Media. O Ad Age define a diferença em gastos não-mensurados: US$ 791,7 milhões, com crescimento de 16,9%.


Para não correr riscos, os anunciantes ainda confiam na mídia tradicional para construir marcas e promover produtos. Os gastos da Apple em mídia tradicional aumentaram 82%. Os 100 Maiores Anunciantes reportaram à Kantar investimentos de 44% em mídia mensurada.


O total de gastos em 2011 (mídia tradicional e a não-mensurada) cresceu em todas exceto três indústrias relevantes. Telecom teve a queda mais acentuada, 7,9%. AT&T, a T-Mobile, da Deutsche Telekom, a Sprint Nextel e a Verizon Communications cortaram gastos em mídia tradicional. Anunciantes da indústria de limpeza reduziram seus gastos totais em 3,3% e as 10 companhias de alimento entre os 100 Maiores apararam os gastos em 1,5%. Duas indústrias viram crescimento de dois dígitos nos gastos totais em propaganda: a automotiva, em 16,1%, e a de serviços financeiros, em 11,2%.


Entre os 100 Maiores Anunciantes, cerca de dois terços elevaram os gastos nos EUA em 2011 e 32 cortaram. E sobre 2012? Na última semana, a Kantar reportou algum sinal de recuperação nos gastos em mídia tradicional. De forma geral, os gastos mensurados nos EUA aumentaram 2,6% no primeiro trimestre, o melhor crescimento para um trimestre, desde o segundo trimestre de 2011.


Os 100 Maiores Anunciantes incrementaram os gastos no primeiro trimestre de 2012 em 3,4%, contra declínio de 0,2% em todo ano de 2011. Já a ZenithOptimedia prevê que os investimentos totais para os principais canais de mídia e serviços de marketing cresçam 3,2% em 2012 e outros 3,2% em 2013, maior que o morno crescimento de 1,8% de 2011. Isso dificilmente sinaliza um “boom”, mas é melhor que um fracasso.

FONTE: Meio e Mensagem