sexta-feira, 9 de março de 2012

10 tendências para a mídia digital em 2012

O ano de 2011 e o Carnaval já ficaram para trás. De agora em diante, temos pela frente dias que prometem ser intensos para o mundo online. Mas o que realmente vem por aí? Tenho certeza que no decorrer de 2012 vamos nos deparar com algumas novidades bastante interessantes. Portanto, reuni uma dezena de projeções que deverão marcar o ano que apenas começou.

1. HTML 5
  Sem sombra de dúvida, a principal tendência para 2012 será um movimento para abraçar defifinitamente o HTML5, principalmente agora que a Adobe matou o Flash para mobile. Ainda dando os primeiros passos para atingir um bom padrão de navegação, os esforços da indústria vão se concentrar na compreensão dos benefícios do HTML 5 em relação ao Flash.


2. Rich Media para Mobile
  Graças ao aumento do tempo gasto na navegação na Internet a partir de dispositivos móveis como smartphones e tablets, a publicidade deverá explorar novas oportunidades. No entanto, vale uma ressalva: o mercado deverá distinguir os anúncios padrão em 3G e peças Rich Media para o usuário que fará um download ou estará conectado a uma rede wi-fi.


3. Facebook Apps
  A pedra no sapato para o Facebook deslanchar de vez é dar às marcas mais oportunidades e visibilidade aos usuários de mobile de sua imensa base de dados. Como a rede social de Mark Zuckerberg lançou novamente sua oferta para incorporar aplicativos HTML 5, creio que os anunciantes conseguiram explorar com mais força seu potencial, uma vez que as agências são capazes de calcular o aumento da exposição até de marcas consideradas condenadas.


4. Cupons sob medida
As principais discussões a respeito das atividades baseadas em Marketing de Resposta Direta vão girar em torno de como dar o próximo passo depois de o usuário clicar na peça publicitária. Então, quais seriam as melhores maneiras de maximizar a resposta do consumidor? Anúncios direcionados online, aplicativos móveis para Mídias Sociais e QRs Codes em outdoors ou na tela de TVs são apenas algumas das opções. As agências vão buscar tecnologias para movimentar o inventário da publicidade display tentando sempre aproximá-la do funil de compra, mas isso talvez só signifique mais cupons.


5. Social Buzz
Já se aceita há um bom tempo que a publicidade display leva o usuário a utilizar sites de busca para obter mais informações sobre um produto, serviço ou marca. No entanto, parece que a Mídia Social (Social Media em inglês) está mobilizando as pessoas com os mais diversos interesses, independente se o foco é o offline ou o online. O buzz provocado por ações de marca realizadas através de mídias sociais alcançará uma nova dimensão durante 2012.


6. Marcas como Publishers
Algumas marcas já fazem mais sucesso no Facebook e no Twitter que em mídias tradicionais e até em publishers consagrados. Por essa razão agências e anunciantes não medirão esforços para manter os consumidores finais engajados. Espere para ver marcas produzindo conteúdos exclusivos e procurando por novas maneiras de comercializar seu próprio inventário.

7. Dupla Projeção
A interação com conteúdos disponíveis em uma tela próxima a você relacionados à exibição linear de um vídeo em uma grande tela pública se tornará cada vez mais comum. Esse fenômeno ganhará proeminência e vai atrair anúnciantes a desenvolverem conteúdos interligados, permitindo uma experiência de marca ainda mais profunda para as pessoas que optaram por assistir a um vídeo e interagir com ele a partir de um tablet ou smartphone.


8. Planeta dos TV Apps
Com uma base de consumidores em constante transformação, que atualmente migra do conteúdo sob demanda para o conteúdo em movimento, os proprietários de mídia buscam adotar e monetizar aplicativos para navegadores com os mais diversos conteúdos. Jornais e revistas ampliam a oferta de aplicativos em grande velocidade. E, mais recentemente, canais de televisão também começaram a adotar essa estratégia.


9. Mensuração Cross-Media
Seja na China ou nos Estados Unidos, as agências já compram alcance combinado através de canais de TV e mídia online através de um único iGRP (Interior Gateway Routing Protocol). Por conta dessa nova realidade, as divisões de mídia estão começando a se despedaçar. Algumas questões sobre metodologia vão dominar as discussões e serão debatidas incansavelmente. Porém, a necessidade de consolidação deverá se sobrepor. Espere por compradores de TV e mídia online se esforçando para aprender cada tipo de linguagem.


10. Marca d’Água de Áudio
Minha principal dica se refere à marca d’água de áudio. Essa tecnologia não deverá apenas fazer sua estreia em 2012. Acredito que ela vai se tornar a estrela do ano. Saber quem está em uma sala conectado à TV com um dispositivo móvel via sinais de áudio de alta frequência, além de desafiar os mecanismos de medição de audiência, também vai pavimentar o caminho para a criação de novos anúncios direcionados ao consumidor desejado através de canais de mídia conectados entre si. Naturalmente, questões sobre privacidade vão se transformar em manchetes. Entretanto, o compartilhamento de conteúdos em redes sociais e a projeção são dois aspectos que poderão equilibrar a discussão. Tempos interessantes estão por vir!

quinta-feira, 8 de março de 2012

O mundo novo da internet das coisas

Daniel Cardoso, diretor executivo de markerting da Telefônica | Vivo, relata as novidades do Mobile World Congress 2012, direto de Barcelona (*)




Fevereiro tem Carnaval – e também tem Barcelona. É tempo da peregrinação anual da indústria ao Mobile World Congress. Em uma demonstração da relevância dos temas de conexão e mobilidade, a cidade é tomada por mais de 60 mil participantes de todas as partes do mundo - e, cada vez mais, de diferentes setores: de fabricantes e operadores a desenvolvedores de apps e montadoras de carros. Aqui, entre reuniões, palestras, demonstrações e mais reuniões, vemos a cada ano 
modas que são passageiras e tendências que vão 
 revolucionar a indústria. E o que salta aos olhos é que estaremos cada vez mais conectados, com a capacidade de fazer coisas que nem imaginávamos antes.
No meio da sopa de letrinhas do MWC, HSPA+, 4G, LTE, M2M, etc. e tal, dá para ver que temos tecnologia para conexões cada vez mais rápidas - e não só para telefones que estão cada vez mais poderosos, como também para tablets, câmeras, carros e todos os outros devices que podem funcionar de uma forma muito mais interligada. Começamos a ver a criação de uma "internet das coisas", que vai nos permitir solucionar melhor nossos problemas do dia a dia, tomar conta de casa remotamente, usar energia de forma mais eficiente e até mesmo evitar o trânsito das grandes cidades (essa eu quero ver!).
E os telefones? Estão cada vez mais "smart". Com processadores poderosos, telas fantásticas, cheios de recursos e aplicativos para tudo, acabam se tornando a nossa identidade digital: consolidam todas as nossas redes sociais, levam (ou acessam na nuvem) nossa música e vídeos, fazem pagamentos e alguns até funcionam como bafômetro! Com tudo isso, o maior problema hoje é conseguir que as baterias durem o suficiente. A boa notícia é que estes novos celulares também prometem menor consumo de energia e até recarregar as baterias de forma mais rápida
E como o nome do jogo cada vez mais é o ecossistema, vemos os aparelhos mais integrados não só com os nossos computadores e redes sociais, como também com a nossa TV, o que pode mudar a forma como consumimos e interagimos com a mídia. Além disso, trazem cada vez mais ferramentas de produção de conteúdo, com câmeras poderosas e capacidades de edição de foto e vídeo. Esta combinação entre “conexão em todo lugar” com “smartphones poderosos” tem o potencial de mudar o próprio modelo de fazer negócios. Muitos novos players estão dispostos a dar seu serviço de graça, confiando em receitas de publicidade. Com tanta gente oferecendo, surgem muitas novas opções de inovar e interagir com os clientes.
Talvez o melhor resumo seja a evolução das mensagens dadas por Eric Schmidt, chefão do Google, nos últimos três anos: se, na sua primeira vez em Barcelona, ele falava de "mobile first" e no ano passado dizia "mobile only", este ano reforçou a ideia de levar o poder dos smartphones a todos os móveis. E esta é a grande oportunidade que temos: estarmos próximos dos nossos clientes para entender como tiramos essas tecnologias e capacidades dos laboratórios e oferecemos em produtos e serviços de qualidade.
E agora, com todas essas novidades na bagagem, é hora de fazer as malas e voltar. Temos muito o que fazer para continuar construindo esse mundo novo.
(*) Daniel Cardoso é diretor executivo de Marketing da Telefônica | Vivo e escreveu este artigo sobre o maior evento de telefonia móvel do mundo a pedido do Meio & Mensagem. O Mobile World Congress 2012 aconteceu entre os dias 27/02 e 01/03 em Barcelona, Espanha.