quinta-feira, 5 de abril de 2012

Brasileiro é curioso mesmo!




Sua curiosidade te trouxe a este artigo? Então saiba que curiosidade do brasileiro está fazendo com que sua desconfiança com o e-commerce diminua gradativamente.
 
Ano passado o relatório Web Shoppers, encomendado e executado pelo E-bit, revelou um aumento muito expressivo no número de consumidores online, agora somos 23 milhões. 
 
No final de 2010 contabilizamos um faturamento de R$ 14,8 bilhões, passando a R$ 20 bilhões em 2011, um aumento financeiro de 30%.
 
Na semana passada saiu uma pesquisa mundial mostrando que:
  • 91% dos consumidores brasileiros com acesso à internet fazem compras online.
  • 98% dos alemães, ingleses e sul-coreanos conectados, também compram na web.
  • 96% dos japoneses.
  • 82% dos canadenses.
  • e for fim, a média mundial é de 93%.
Os números impressionam até a mim que vejo avanços no e-commerce constantemente.
 
Outro dado interessante é que a medida em que o consumidor rompe a barreira da primeira compra, o preço está deixando de ser o fator mais relevante, passando à maior valorização da comodidade. De acordo com o relatório da pesquisa intitulada “Pitney Bowes Global Online Shopping Survey”, divulgada em outubro de 2011.:
  • No Brasil, 59% dos entrevistados declara que o preço baixo é o maior motivador de compra.
  • Por outro lado a praticidade e agilidade no processo de pagamento está crescendo substancialmente e atinge os 56% dos entrevistados 
O relatório ainda aponta que as preferências do consumidor variam de país a país:
  • Na Alemanha e Coréia do Sul, os consumidores consideram mais importante facilidade e rapidez do processo de check-out on-line (ambos 59%). 
  • O comportamento inverte no Japão sobre check-out on-line, onde 11% consideram isso fundamental.
  • A capacidade de rastrear uma ordem de compra é considerada importante por 37% dos franceses contra 5% dos japoneses.
Toda vez que dou uma aula na pós-graduação ou uma palestra pergunto aos alunos/participantes se eles confiam em digitar seu cartão nas lojas virtuais. Os números da minha pequena pesquisa sempre batem com os das pesquisas em maior escala:
  • Quase 100% não confia em disponibilizar os dados do seu cartão.
  • Aproximadamente 90% disponibiliza seus dados mesmo assim.
  • Aproximadamente 95% já compraram online.
  • Aproximadamente 5% tem ou administra uma loja online.
Se 90% dos meus alunos disponibilizam seus dados mesmo não confiando na segurança do procedimento, só tenho uma conclusão a considerar: o brasileiro é curioso mesmo!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dona de loja de acessórios adere ao Facebook e faturamento cresce 20% em menos de um ano

Boa estratégia nas redes sociais pode ser garantia de sucesso para pequenos empreendedores

 Após marcar presença no Facebook, a empresária Denise Furlan viu o faturamento de sua loja crescer 20% em menos de um ano. “Passei a atingir um público bem maior e até ficou complicado calcular o frete para outros Estados, por isso implantei uma loja virtual (no qual o programa calcula o valor da compra e do frete).” Antes de adotar a mídia digital como veículo de divulgação da loja Denise Furlan Complements, a empresária fez um curso para aprender a usar a ferramenta profissionalmente. Depois, contratou uma empresa para ajudar a administrar a página.

Denise diz que em 2010 gastou R$ 1 mil por mês em anúncios numa revista, mas não obteve o resultado esperado. “Agora, pago R$ 500 para uma empresa cuidar do marketing digital e estou bastante satisfeita.”

Segundo a empresária, o Facebook também serviu para aproximá-la das pessoas do bairro. “A loja fica na zona leste, mas moro na Vila Mariana (zona sul de São Paulo). Por isso, não conhecia a vizinhança. Por meio das conexões da rede conheci muita gente, o que ajudou a melhorar o movimento na loja.” Para aumentar o número de fãs em sua página, ela faz enquetes sobre os produtos, realiza sorteios e promove eventos. “Gosto muito de interagir com o público.”

Porém, antes de sair postando nas redes sociais, é bom tomar alguns cuidados. Especialista da consultoria Mesa de Marketing, Eddie Gomez diz que é importante seguir as regras estabelecidas pelas redes sociais, tanto na hora de configurar a página, quanto no momento de postar informações. “Além disso, um número exagerado de postagens, por exemplo, pode incomodar os seguidores e gerar um efeito negativo”, pondera.

Lançada há quatro meses, a loja virtual Adoro Acessórios também está no Facebook. “Neste curto espaço de tempo já conquistamos 1.300 seguidores”, comenta a proprietária, Michele Silva. “Percebo que os produtos que divulgo nas redes sociais despertam mais interesse no público. Essas ferramentas dão muita visibilidade à loja e permitem a comunicação direta com o público alvo”, frisa a proprietária. Além do Facebook, Michele também divulga sua loja em blogs do setor e posta informações no Twitter e no Pinterest.

O Pinterest, aliás, é a novidade do momento, segundo diz o proprietário da loja carioca Camiseteria, Fábio Seixas. “Apesar de ter dois anos de vida, de alguns meses para cá é a ferramenta que mais cresce no mundo.” O aplicativo oferece murais, individuais ou coletivos, onde os usuários penduram conteúdos visuais interessantes encontrados na internet. O nome une as palavras ‘pin’, tachinha, e ‘interesting’, interessante.

Antenado com a era digital, Seixas afirma que a Camiseteria, empresa que cria estampas para camisetas a partir da interação virtual com os clientes, sempre esteve aberta às novas possibilidades lançadas pela internet, desde que foi criada, em 2005. “Adotar rapidamente as novidades dá vantagem competitiva ao negócio”, avalia. A empresa mantém um blog que, segundo Seixas, é o blog cooperativo mais antigo do Brasil. “No Twitter fomos a empresa mais seguida durante muito tempo.”

Atualmente, o Facebook é a mídia mais usada pela Camiseteria, que vende cinco mil peças por mês e conta com 104 mil seguidores. Ela também está presente no Twitter, com 82 mil seguidores. “Por ser uma empresa de designer, usamos bastante o Flickr e mais recentemente o Pinterest.” Para Seixas o uso das redes sociais serve para moldar a imagem da empresa perante os clientes. “É uma forma de humanizar as marcas”, conclui.

A Mandala Tours, empresa paulistana especializada em roteiros exóticos, também aderiu ao Facebook, mas a proprietária, Renata Ickowicz, ainda não mensurou o quanto as vendas cresceram. “Percebo que os destinos divulgados no Facebook vendem mais, isso é consequência da divulgação na rede, porque não invisto em outras mídias.”