A indústria de transformação brasileira segue otimista, mas está atenta aos possíveis efeitos que as recentes altas da taxa de juros terão sobre o consumo nos próximos meses. Divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 0,7% em junho. “Há sinais de queda nas expectativas para os próximos quatro meses, mas o nível ainda é alto e mostra que a principal percepção é de otimismo no setor industrial”, disse Aloísio Campelo, responsável pela pesquisa da FGV. “No geral, as expectativas são favoráveis e a indústria continua em ritmo forte, puxada pela expansão do consumo”, diz Campelo. A demanda por produtos industriais permanece firme, apesar da ligeira queda registrada no indicador que mede o grau de satisfação com a demanda interna. Para compensar, hámais otimismo como setor externo. “Os dados mostram que a indústria vai bem e refletem apenas a preocupação com o efeito que as altas da taxa de juros terão sobre o ritmo de crescimento da economia. Mas isso é até bom porque permitirá ajustar a oferta e a demanda, evitando mais pressões sobre a inflação”, diz Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios. Produção e capacidade A pesquisa mostrou ainda que o indicador que mede a produção prevista subiu pelo segundo mês consecutivo após cair entre janeiro e abril e que o nível de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 85,5%. Os estoques, por sua vez, diminuíram no segundo trimestre deste ano. “É prematuro dizer que a queda dos estoques ou o aumento da capacidade pode pressionar mais a inflação”, diz Leite, da Trevisan. “A expectativa de aumento da produção, na verdade, mostra que a situação dos negócios pode melhorar, pois sinaliza expansão da capacidade instalada”, resume Campelo, da FVG.
Fonte: Brasil Econômico - 01/07/2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Confiança de pequenos e médios negócios no futuro da economia bate recorde
Índice que foi criado em 2008 e mede as expectativas de investimentos e lucros das PMEs para o próximo trimestre subiu para 75,4
As pequenas e médias empresas esperam pelo terceiro trimestre de 2010 com otimismo na economia do país, no próprio setor de atividade e no desempenho individual. É isso que atesta o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), divulgado nesta terça-feira (29) pelo Grupo Santander Brasil e pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, que realizam a pesquisa desde 2008. O IC-PMN, que está na sétima edição e é divulgado a cada trimestre, pretende avaliar a expectativa do pequeno e médio empresário em relação a seis itens: o próprio lucro, faturamento, contratação de empregados, investimento em infraestrutura, desempenho de seu ramo de atividade e da economia como um todo. Para o terceiro trimestre deste ano, o IC-PMN atingiu o valor de 75,4, o maior já alcançado.
Foram pesquisadas 1.200 empresas com faturamento de até R$ 30 milhões de todo o país, dos setores de indústria, comércio e serviços. O índice varia de zero a 100, sendo 100 o nível máximo de confiança. “Os bons números são resultado do momento econômico atual, com destaque para o crescimento do consumo interno e do aumento do poder aquisitivo da classe C”, diz Ede Viani, diretor de pequenas empresas do Santander. “Em função da recuperação e crescimento do faturamento dos pequenos e médios empresários, esperamos aumento na demanda por crédito”, afirma.
O índice de confiança também foi dividido por setor da economia. O setor de serviços registrou 75,7 pontos; o de comércio, 75,5; e a indústria alcançou 74,3. Ainda de acordo com o levantamento, os empresários mostraram mais confiança no crescimento de seu faturamento (79,4 pontos), de seu ramo de atividade (78,0 pontos) e dos lucros (77,0 pontos). Assim como nas edições anteriores, o índice que mostra a previsão de novas contratações obteve a menor pontuação, 70,5. O índice que aponta a confiança na economia foi o único que registrou redução, com queda de 2 pontos, para 75,6.
Mais estabilidade gera mais crédito
“O índice passou o patamar pré-crise e isso atesta que já superamos seus efeitos. Em comparação com números de crescimento internacionais, o Brasil está muito bem”, afirma José Luiz Rossi, professor do Insper. De acordo com ele, o otimismo do pequeno e médio empresário é reflexo de uma grande estabilidade interna, relacionada à política, à inflação e ao PIB. Fato que comprova essa sensação de estabilidade é a intenção dos empresários de mexer nos preços: 67% não pretendem alterar o valor que cobram por seus produtos e serviços, 23% disseram que vão aumentar, e 7% vão reduzir o valor.
“Na medida em que aumenta a estabilidade da economia, haverá maior disponibilidade de crédito a longo prazo”, diz Viani. Segundo ele, os bancos devem oferecer empréstimos mais a longo prazo, já que é maior a garantia de que a situação econômica não vá mudar. “Com maior oferta de crédito de longo prazo, teremos mais condições que propiciem o desenvolvimento do empreendedor”, afirma Danny Claro, professor do Insper. “Será mais fácil adquirir crédito para começar um negócio, e as pequenas e médias empresas nascerão muito mais estruturadas”, afirma.
Junto com a expectativa para o próximo trimestre, a pesquisa avaliou quais deveriam ser as prioridades do próximo governo na visão dos empresários. A maioria, 56%, afirmou que devia ser a reforma tributária; 19% enfatizaram a redução da taxa de juros (Selic); e 15% reclamaram da falta de qualificação do trabalhador.
Pequenos Empresas Grandes Negócios
01.07.10
As pequenas e médias empresas esperam pelo terceiro trimestre de 2010 com otimismo na economia do país, no próprio setor de atividade e no desempenho individual. É isso que atesta o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), divulgado nesta terça-feira (29) pelo Grupo Santander Brasil e pelo Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, que realizam a pesquisa desde 2008. O IC-PMN, que está na sétima edição e é divulgado a cada trimestre, pretende avaliar a expectativa do pequeno e médio empresário em relação a seis itens: o próprio lucro, faturamento, contratação de empregados, investimento em infraestrutura, desempenho de seu ramo de atividade e da economia como um todo. Para o terceiro trimestre deste ano, o IC-PMN atingiu o valor de 75,4, o maior já alcançado.
Foram pesquisadas 1.200 empresas com faturamento de até R$ 30 milhões de todo o país, dos setores de indústria, comércio e serviços. O índice varia de zero a 100, sendo 100 o nível máximo de confiança. “Os bons números são resultado do momento econômico atual, com destaque para o crescimento do consumo interno e do aumento do poder aquisitivo da classe C”, diz Ede Viani, diretor de pequenas empresas do Santander. “Em função da recuperação e crescimento do faturamento dos pequenos e médios empresários, esperamos aumento na demanda por crédito”, afirma.
O índice de confiança também foi dividido por setor da economia. O setor de serviços registrou 75,7 pontos; o de comércio, 75,5; e a indústria alcançou 74,3. Ainda de acordo com o levantamento, os empresários mostraram mais confiança no crescimento de seu faturamento (79,4 pontos), de seu ramo de atividade (78,0 pontos) e dos lucros (77,0 pontos). Assim como nas edições anteriores, o índice que mostra a previsão de novas contratações obteve a menor pontuação, 70,5. O índice que aponta a confiança na economia foi o único que registrou redução, com queda de 2 pontos, para 75,6.
Mais estabilidade gera mais crédito
“O índice passou o patamar pré-crise e isso atesta que já superamos seus efeitos. Em comparação com números de crescimento internacionais, o Brasil está muito bem”, afirma José Luiz Rossi, professor do Insper. De acordo com ele, o otimismo do pequeno e médio empresário é reflexo de uma grande estabilidade interna, relacionada à política, à inflação e ao PIB. Fato que comprova essa sensação de estabilidade é a intenção dos empresários de mexer nos preços: 67% não pretendem alterar o valor que cobram por seus produtos e serviços, 23% disseram que vão aumentar, e 7% vão reduzir o valor.
“Na medida em que aumenta a estabilidade da economia, haverá maior disponibilidade de crédito a longo prazo”, diz Viani. Segundo ele, os bancos devem oferecer empréstimos mais a longo prazo, já que é maior a garantia de que a situação econômica não vá mudar. “Com maior oferta de crédito de longo prazo, teremos mais condições que propiciem o desenvolvimento do empreendedor”, afirma Danny Claro, professor do Insper. “Será mais fácil adquirir crédito para começar um negócio, e as pequenas e médias empresas nascerão muito mais estruturadas”, afirma.
Junto com a expectativa para o próximo trimestre, a pesquisa avaliou quais deveriam ser as prioridades do próximo governo na visão dos empresários. A maioria, 56%, afirmou que devia ser a reforma tributária; 19% enfatizaram a redução da taxa de juros (Selic); e 15% reclamaram da falta de qualificação do trabalhador.
Pequenos Empresas Grandes Negócios
01.07.10
Assinar:
Postagens (Atom)